Campanha nacional de vacinação contra gripe (influenza) 2014 – Ministério da Saúde


A campanha nacional de vacinação contra gripe deste ano será realizada de 22 de abril a 9 de maio, sendo 26 o dia de mobilização nacional. A novidade deste ano é a ampliação da faixa etária para crianças de seis meses a menores de cinco anos. No ano passado, o público infantil foi de seis meses a menores de dois anos. A estratégia de mobilização para todo o país, executada em parceria com estados e municípios, foi anunciada nesta quarta-feira (02) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Campanha nacional de vacinação 2014 - Ministério da Saúde

A campanha nacional de vacinação contra a gripe (influenza) do Ministério da Saúde para 2014 será realizada entre 22 de abril e 9 de maio

O público-alvo da campanha é de 49,6 milhões de pessoas e a meta do Ministério da Saúde é vacinar 80% desta população, considerada de risco para complicações por gripe. Além das crianças de seis meses a menores de cinco anos, integram este grupo pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. As pessoas portadoras de doenças crônicas não-transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais também devem se vacinar. Para esse grupo não há meta específica de vacinação.

Durante a apresentação da campanha, o ministro Arthur Chioro destacou a importância da ampliação da vacina ao público infantil. “A extensão da faixa etária para os menores de cinco anos tem como finalidade reduzir casos graves e óbitos”, ressaltou. Segundo o ministro, a vacinação desta faixa etária beneficia tanto a criança que recebe a vacina, como também os grupos mais vulneráveis que convivem com ela. Assim, são imunizadas, indiretamente, lactentes menores de seis meses de idade (crianças amamentadas); idosos e pessoas com doenças crônicas. Outro fator que contribuiu para a inclusão desta faixa-etária foi o fato de que as taxas de internação em crianças menores de cinco anos, em 2013, terem se igualado a dos idosos.

O ministro lembrou ainda que, apesar das diferenças climáticas no país, as recomendações para prevenção da gripe são mesmas para todas as regiões. “É importante manter os hábitos saudáveis de higiene, como lavar as mãos sempre e manter os ambientes arejados”, aconselhou. Ele explicou ainda que o Ministério da Saúde, em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde, está preparando a rede e as equipes de saúde para o atendimento dos pacientes com gripe. Esta preparação também inclui a realização de diagnósticos e abastecimento dos estados e municípios com antivirais. “Todo o recurso que investimos em prevenção, retorna à sociedade, seja na melhoria da qualidade de vida da população ou pela diminuição dos casos graves e óbitos”, afirmou Chioro.

O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, destacou a importância do lançamento da campanha neste período que antecede o inverno, estação mais propícia para a gripe. “A criação de anticorpos ocorre entre duas e três semanas após a aplicação da dose. Por isso é importante que as pessoas procurarem a vacinação no período da campanha. Assim, quando chegar o inverno, estarão protegidas”, afirmou Barbosa. O período de maior circulação da gripe é de final de maio a agosto. O secretário ressaltou que a vacina contra a influenza é diferente das demais porque tem efeito limitado, ou seja, é elaborada apenas no período da sazonalidade.

Segurança – A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Doses – Serão distribuídas 53,5 milhões de doses da vacina, que protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela OMS para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). Em todo o país, serão 65 mil postos de vacinação, com envolvimento de 240 mil pessoas. Também estarão disponíveis para a mobilização 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

As pessoas com doenças crônicas devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

Campanha – Com tema “Vacinação contra a gripe: você não pode faltar”, a campanha do Ministério da Saúde para este ano orienta cada público prioritário a procurar os postos vacinação no período da mobilização. A campanha será veiculada na TV, rádio, mídia exterior, mídia impressa e internet. O custo total da campanha é de R$ 14 milhões.

Medidas de prevenção – A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal.

Em caso de síndrome gripal, deve-se procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. A vacina contra a gripe não é capaz de eliminar a doença ou impedir a circulação do vírus, por isso, as medidas de prevenção são muito importantes, particularmente durante o período de maior circulação viral, entre os meses de junho e agosto.

Também é importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe – especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações – devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

Reações adversas – Após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor no local da injeção, eritema e induração. São manifestações consideradas benignas, cujos efeitos passam, na maioria das vezes, em 48 horas. A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

Produção nacional – As doses da vacina contra a gripe foram adquiridas por meio da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre o Instituto Butantan e o laboratório privado Sanofi. O acordo, intermediado pelo Ministério da Saúde, permitiu que Instituto Butantan dominasse todas as etapas de produção da vacina.

Público-alvo e quantidade de doses enviadas por UF

UF

Público-alvo

Doses enviadas

RO

           353.528

             381.810

AC

           196.805

             212.550

AM

           928.263

          1.002.520

RR

           156.970

             169.530

PA

        1.699.228

          1.835.170

AP

           159.417

             172.170

TO

           325.110

             351.120

NORTE

       3.819.321

        4.124.870

MA

        1.533.092

          1.655.740

PI

           736.672

             795.610

CE

        1.995.760

          2.155.420

RN

           769.286

             830.830

PB

           946.099

          1.021.790

PE

        2.077.417

          2.243.610

AL

           705.431

             761.870

SE

           456.389

             492.900

BA

        3.297.342

          3.561.130

NORDESTE

     12.517.489

      13.518.900

MG

        4.904.622

          5.296.990

ES

           834.168

             900.900

RJ

        4.118.194

          4.447.650

SP

       11.842.222

        12.789.600

SUDESTE

     21.699.207

      23.435.140

PR

        2.893.790

          3.125.290

SC

        1.743.026

          1.882.470

RS

        3.558.081

          3.842.730

SUL

       8.194.896

        8.850.490

MS

           656.657

             709.190

MT

           682.996

             737.640

GO

        1.402.746

          1.514.970

DF

           603.867

             652.180

C.OESTE

       3.346.265

        3.613.980

BRASIL

     49.577.178

      53.543.380

 

Categorias de risco clínico com indicação para vacina contra influenza

Categoria   de risco clínico Indicações
Doença respiratória crônica Asma em uso de corticóides inalatório ou sistêmico (Moderada ou Grave);DPOC;Bronquioectasia;

Fibrose Cística;

Doenças Intersticiais do pulmão;

Displasia broncopulmonar;

Hipertensão arterial pulmonar;

Crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade.

Doença cardíaca crônica Doença cardíaca congênita;Hipertensão arterial sistêmica com comorbidade;Doença cardíaca isquêmica;

Insuficiência cardíaca.

Doença renal crônica Doença renal nos estágios 3,4 e 5;Síndrome nefrótica;Paciente em diálise.
Doença hepática crônica Atresia biliar;Hepatites crônicas;Cirrose.
Doença neurológica crônica Condições em que a função respiratória pode estar comprometida pela doença neurológica;Considerar as necessidades clínicas   individuais dos pacientes incluindo: AVC, Indivíduos com paralisia cerebral,   esclerose múltipla, e condições similares;Doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular;

Deficiência neurológica grave.

Diabetes Diabetes Mellitus tipo I e tipo II em uso de medicamentos.
Imunossupressão Imunodeficiência   congênita ou adquiridaImunossupressão   por doenças ou medicamentos
Obesos Obesidade   grau III.
Transplantados Órgãos   sólidos;Medula óssea.
Portadoresde trissomias Síndrome   de Down, Síndrome de klinefelter, Sídrome de Wakany, dentre outras   trissomias.

 

Fonte: Ministério da Saúde, documento sob licença CreativeCommons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.Link para o documento.

abr 2, 2014 by

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