Esqueleto celular em movimento


Crédito:  Torsten Wittmann, University of California, San Francisco

Crédito: Torsten Wittmann, University of California, San Francisco

 

As células estão constantemente em movimento. Elas se deslocam, crescem e migram para novos locais, como por exemplo, para cicatrizar uma lesão ou para interceptar um agente infeccioso como parte de uma resposta imune. Mas como é que as células realmente se movem?

Nesta imagem, Torsten Wittmann, da Universidade da Califórnia, em San Francisco, mostra o citoesqueleto normalmente invisível de uma célula da pele humana normal que empresta à célula a sua mobilidade. O citoesqueleto é feito a partir de estruturas proteicas chamadas de microtúbulos – os fios finos que circundam o núcleo roxo contendo o DNA – e filamentos de actina, vistos aqui como a fina malha azul na periferia da célula. Tanto a actina quanto os microtúbulos são críticos para o crescimento e o movimento da célula.

Ao contrário do nosso próprio esqueleto ósseo, que mantém a mesma disposição ao longo de nossas vidas, o citoesqueleto celular é dinâmico, continuamente se transformando em resposta a sinais celulares. Nesta imagem, a remodelação do citoesqueleto da célula da pele foi desencadeada por adição de um fator de crescimento, que produziu saliências na extremidade da célula e a característica forma em “ovo frito” desta célula. Estas saliências têm pequenos “pés” que ajudam a célula a se mover para a frente. O laboratório Wittmann usou recentemente essas células da pele para modelar a complexa coreografia pelo qual os microtúbulos controlam o movimento celular [1].

Os microtúbulos fazer mais do que dar mobilidade às células. Eles servem como um sistema de transporte de proteínas, transportando-as de uma região da célula para outra. Mas, ao contrário de estradas fixas de trilhos do trem construídas por humanos, a rede de microtúbulos muda constantemente em resposta à oferta de proteínas e da procura. Confira neste vídeo que Andreas Ettinger, um pesquisador de pós-doutorado no laboratório Wittmann, fez do remodelamento contínuo de microtúbulos na célula.

 

Fonte: NIH’s Director Blog. 

Referência:

[1] CLASPs link focal-adhesion-associated microtubule capture to localized exocytosis and adhesion site turnover. Stehbens SJ, Paszek M, Pemble H, Ettinger A, Gierke S, Wittmann T.Nat Cell Biol. 2014 Jun;16(6):561-73.

abr 30, 2015 by

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