As mulheres na medicina


As mulheres dominam as práticas de cura desde o início dos tempos. Porém, foi somente nos últimos 150 anos que receberam permissão para seguir o estudo formal da medicina.

A primeira mulher a receber formalmente o título de médica na história foi a britânica Elizabeth Blackwell, que entrou na faculdade de medicina em 1847 por acidente. Na ocasião, o reitor não conseguia decidir se deveria aceitar uma mulher no curso de medicina, e decidiu colocar o problema para votação pelos 150 alunos exclusivamente masculinos que cursavam medicina na faculdade naquela ocasião. Os alunos acharam a proposta tão absurda que consideraram ser uma piada, então por brincadeira, resolveram por unanimidade aceitar a nova aluna como colega.

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Alguns anos após formada, Elizabeth fundou em Nova York a a primeira faculdade de medicina voltada para mulheres, o Colégio Médico das Mulheres. A imagem abaixo mostra uma aula de anatomia demonstrada por uma mulher em 1870 na faculdade.

Mulheres na Medicina

Aula de anatomia em 1870 no Colégio Médico das Mulheres

Ao longo dos anos, diversas outras pioneiras da medicina foram ganhando acesso à educação médica e treinamento hospitalar, precisando lutar insistentemente contra a discriminação.

Hoje, a distribuição de homens e mulheres nas escolas de medicina ganhou mais equilíbrio e as mulheres enfrentam menos discriminação. E graças às pioneiras que foram aos poucos abrindo caminho, hoje as mulheres estão à frente de milhares de descobertas importantes para a medicina, e algumas revolucionárias como o shunt Blalock-Taussig, cirurgia que corrige a síndrome da hipoplasia do coração esquerdo, ou “síndrome do bebê azul”, co-desenvolvida por Helen B. Taussig, fundadora da cardiologia pediátrica.

mulheres na medicina

Helen Taussig, co-desenvolvedora do shunt Blalock-Taussig

dez 30, 2014 by

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