Diagnóstico e Tratamento da Febre Reumática


Conceitos Gerais Manifestações Diagnóstico Tratamento Acompanhamento

 

 

DIAGNÓSTICO DA FEBRE REUMÁTICA

 

Fluxograma de diagnóstico da febre reumática

OBTENÇÃO DE EVIDÊNCIA DE INFECÇÃO ESTREPTOCÓCICA RECENTE: A exposição ao estreptococo pode ser confirmada através de dosagem de antiestreptolisina O (ASO) ou outros anticorpos antiestreptocócicos, cultura de orofaringe, ou através de evidência prévia de escarlatina.

AVALIAÇÃO CARDÍACA: O ecocardiograma transtorácico apresenta maior sensibilidade para o diagnóstico de cardite e deve ser utilizado sempre que possível. Os pacientes que apresentam estenose mitral sintomática devem ser avaliados por ecocardiografia transtorácico ou transesofágico. De acordo com o escore de Wilkins-Block, o qual leva em consideração os parâmetros de espessamento, mobilidade e calcificação dos folhetos valvares além de envolvimento do aparelho subvalvar, intervenções cirúrgicas podem ser necessárias (8).

 

EXAMES COMPLEMENTARES

 EXAME  INDICAÇÃO  RESULTADOS CONFIRMATÓRIOS OBSERVAÇÕES
Hemograma, sangue total
Todos os pacientes
Pode haver anemia normocrômica normocítica durante a fase aguda.
Velocidade de hemossedimentação, sangue total Todos os pacientes  Elevada durante a fase aguda. 
Proteína C reativa, soro ou plasma  Todos os pacientes  Elevada durante a fase aguda. 
Antiestreptolisina O, soro  Todos os casos nos quais não há confirmação de infecção estreptocócica  Níveis superiores a 200 U sugerem infecção estreptocócica recente. 
Anticorpo anti-DNAse, soro  Quando há um intervalo grande entre a orofaringite e a manifestação da febre reumática  Níveis superiores a 200 U/L sugerem infecção estreptocócica recente.  Persiste elevado por mais tempo após a infecção estreptocócica (até 3 meses) (9). 
Teste rápido de detecção do antígeno estreptocócico  Alternativa à dosagem dos anticorpos  Positivo para estreptococo.  Este teste é feito com a utilização de kits comerciais e é pouco realizado em nosso meio. A coleta pode ser feita no próprio local de atendimento ou em laboratório com obtenção de material de orofaringe em 2 suabes. A interpretação do resultado é imediata e, quando negativo para estreptococo, o segundo suabe pode ser enviado para cultura.  A sensibilidade deste método é de 89% e a especificidade 97% (10). 
Cultura de líquido sinovial Quando há suspeita de artrite séptica  Cultura negativa afasta o diagnóstico de artrite séptica e reforça o diagnóstico de febre reumática, na presença de outros sinais clínicos sugestivos. 
Ecocardiograma Pacientes com suspeita de cardite  Evidência de lesão valvular mitral e/ou aórtica.  Maior sensibilidade e especificidade para lesões valvulares (11). 

 

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA FEBRE REUMÁTICA

CONDIÇÃO  SIMILARIDADES  DIFERENÇAS OBSERVAÇÕES
Artrite reumatoide juvenil
Febre, artrite, rash cutâneo, nódulos subcutâneos Febre reumática: Artrite geralmente precedida por poliartralgias migratórias. Pode haver cardite e/ou coreia.
Lúpus eritematoso sistêmico Febre, artrite, raramente cardite  Lúpus eritematoso sistêmico: Presença de anticorpos antinucleares. Pode cursar com cardite e coreia, porém, a cardite no lúpus não deixa sequelas valvulares.  Mais de 90% dos portadores de lúpus eritematoso sistêmico apresentam pelo menos um exame de anticorpos antinucleares (ANA ou FAN) positivo. Estes anticorpos são geralmente negativos na febre reumática aguda.
Doenças linfomieloproliferativas  Febre, artralgias, artrite  Febre reumática aguda: Cardite, nódulos subcutâneos, eritema marginado, coreia.  Um mielograma muitas vezes é necessário na diferenciação entre doenças inflamatórias e neoplásicas na infância. 
Endocardite infecciosa  Febre, artralgias, artrite, valvulite  Febre reumática aguda: Coreia, eritema marginado, nódulos subcutâneos.Endocardite infecciosa: Hemocultura positiva, características próprias ao ecocardiograma.  Hemoculturas e ecocardiograma são úteis no diagnóstico diferencial entre as duas condições. 

 

CONSENSOS E DIRETRIZES DE DIAGNÓSTICO DA FEBRE REUMÁTICA

 

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jul 5, 2012 by

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