Diagnóstico e Tratamento do Nódulo de Tireoide


Revisão abrangente sobre aspectos gerais, manifestações, diagnóstico e tratamento do Nódulo de Tireoide

Dras. Gisah Amaral de Carvalho e Fabíola Yukiko Miasaki

Conceitos Gerais Manifestações Diagnóstico Tratamento Acompanhamento

 

 

PONTOS PRINCIPAIS

Definição: Aumento localizado de volume na glândula tireoide.

Causas principais: Multifatorial (secundária à estimulação e/ou resposta exacerbada a fatores de crescimento) ou genética (secundária à mutação somática ativadora do receptor do TSH).

Quando suspeitar: Em pacientes com aumento de volume cervical anterior.

Apresentação clínica: Nodulação cervical anterior percebida pelo paciente, durante palpação da tireoide ou em exames de imagem da região cervical.

Diagnóstico: Palpação de nodulação na região da tireoide que deve ser confirmada por ultrassonografia. Nódulos maiores de 1 cm ou com características sugestivas de malignidade à ultrassonografia devem ser avaliados com punção com agulha fina e citopatologia.

 Tratamento: Nódulos benignos assintomáticos devem ser apenas acompanhados, enquanto que os nódulos malignos devem ser removidos cirurgicamente. Nódulos benignos sintomáticos podem ser tratados com cirurgia ou injeção percutânea com etanol.

 

INTRODUÇÃO

Os nódulos tireoidianos são bastante prevalentes na prática clínica, especialmente entre mulheres e idosos. Na população geral, entre 3 e 4% dos indivíduos apresentam nódulos palpáveis (1, 2), enquanto que à ultrassonografia, esta incidência aumenta para 20 a 67%. Destes, 5 a 10% são malignos, o que faz do câncer de tireoide a neoplasia endócrina maligna mais prevalente, tornando a sua identificação importante na avaliação dos nódulos tireoidianos (3).

Nódulo de tireoide. Imagem: ent-surgery.com.au

Em geral, o nódulo tem um crescimento lento e é assintomático. Muitas vezes, o diagnóstico é feito pelo exame clínico ou exame ultrassonográfico por ocasião de exames de rotina. Em geral, recomenda-se que todos os nódulos palpáveis e/ou que apresentem diâmetro igual ou maior que 1 cm devam ser avaliados com ultrassonografia e punção com agulha fina para esclarecer a natureza da lesão (3). Os nódulos benignos podem ser acompanhados com ultrassonografias seriadas e repetição da punção com agulha fina se houver crescimento do mesmo. O tratamento cirúrgico, com radioiodo, ou com injeção percutânea de etanol fica reservado aos pacientes com desconforto local ou problemas estéticos. Os nódulos malignos são submetidos à tireoidectomia total e, posteriormente, ao protocolo de tratamento de câncer de tireoide (4, 5).

 

SINÔNIMOS PARA O NÓDULO DE TIREOIDE

Bócio nodular

Bócio uninodular


ETIOLOGIAS DO NÓDULO DE TIREOIDE

ETIOLOGIA OCORRÊNCIA OBSERVAÇÕES
Multifatorial Comum Critério definido pelo exame ultrassonográfico.
Genética Incomum Ocorrência em nódulos autônomos, consequente à mutação somática ativadora do receptor do TSH.

 

CLASSIFICAÇÃO DO NÓDULO DE TIREOIDE

CLASSIFICAÇÃO BASE PARA A CLASSIFICAÇÃO OBSERVAÇÕES
Bócio uninodular ou multinodular Número de nódulos Secundária ao estímulo e/ou resposta exacerbada a fatores de crescimento como por exemplo, TSH, IGF-1 (Insulin-like growth factor 1), fatores ambientais (por exemplo, deficiência de iodo) e fatores genéticos.
Nódulo atóxico ou tóxico (autônomo) Níveis séricos de TSH Nódulo atóxico: O TSH encontra-se dentro da faixa de normalidade.Nódulo tóxico (autônomo): O TSH encontra-se abaixo do normal e níveis de captação de radiodo estão elevados na localização do nódulo.
Nódulo sólido, cístico ou sólido-cístico  Presença ou não de líquido no interior do nódulo
 Nódulo hipercaptante, isocaptante e hipocaptante Captação de radiodo à cintilografia

 

 

Conceitos Gerais Manifestações Diagnóstico Tratamento Acompanhamento

mai 25, 2012 by

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